MULHERES

Infelizmente, apesar de serem maioria da população, as mulheres são minoria quando se fala em direitos sociais. Ainda temos muito o que lutar para romper a desigualdade de gênero que é calcada em uma cultura machista e patriarcal, na qual a discriminação é um dos pilares para a nossa superexploração.

As mulheres recebem em média 30% do salário dos homens para realizar o mesmo trabalho, sofrem com a violência doméstica em um país que a cada 15 minutos uma mulher é agredida, sofrem com até tripla jornada de trabalho porque os afazeres domésticos ainda são vistos como femininos, são as maiores vítimas de estupro em um país com altíssimos índices de crimes sexuais (48 mil casos em 2014), e ainda lutam  para garantir vagas para os filhos em creches.

Desde 2011, com a entrada de uma nova onda de luta contra as consequências da crise econômica, as mulheres têm sido protagonistas, ocupando ruas e praças. A campanha #NiUnaMEnos na Argentina contra o feminicídio se espalhou para outros países da América Latina, a luta enorme contra os retrocessos da lei do aborto na Polônia e a nossa Primavera Feminista que derrotou o PL 5069 e ajudou na cassação e derrubada de Eduardo Cunha, a Marcha das Mulheres Negras e a luta contra a cultura do estupro aqui no Brasil  são exemplos. A consigna #MexeuComUmaMexeuComTodas mostrou em 2017 a força do movimento feminista no país, depois de uma grande Greve Internacional de Mulheres. Nesse ano, a unidade para derrotar nas redes, nas ruas e nas urnas o projeto fascista e autoritário que coloca a cabeça pra fora no Brasil só cresce: #EleNão #EleNunca só se fortalece! É possível derrotar Bolsonaro!

Nossas propostas:

  • É preciso enfrentar a cultura machista que faz com que as mulheres, maioria na sociedade, ainda ocupem menos de 10% dos espaços de poder, e sejam cotidianamente vítimas da violência de gênero;
  • Lutar para revogar as reformas antipovo do ilegítimo do Temer, como a Reforma Trabalhista, que vai ofertar trabalhos mais precários com salários mais baixos, prejudicando principalmente as mulheres negras. A flexibilização da lei para gestantes, que agora podem trabalhar em locais insalubres, é mais um indício desse retrocesso!
  • Derrotar a Reforma da Previdência! As mulheres não podem se aposentar mais tarde, sendo que já sofrem com a tripla jornada de trabalho;
  • Lutar pela aplicação integral da Lei Maria da Penha;
  • Pressionar pela geração de dados públicos sobre violências contra as mulheres;
  • Descriminalização do aborto. Somos defensoras da ação do PSOL ao Supremo Tribunal Federal que propôs a descriminalização do aborto até 12ª semana no Brasil. Em um país em que o aborto é a 4ª causa da morte materna, é preciso encará-lo como uma questão de saúde pública e em defesa da vida das mulheres. O aborto ilegal e clandestino mata as brasileiras todos os dias, principalmente as negras, pobres e da periferia – que o realizam de forma precária e insegura e acabam perdendo a vida. As que têm dinheiro fazem em clínicas particulares com segurança. Descriminalizar o aborto não significa obrigar ninguém a abortar, e sim zelar pela saúde pública e garantir o direito ao próprio corpo das nossas mulheres!
  • Fortalecimento do Disque 180 e demais mecanismos de denúncia de violências contra as mulheres e violações de direitos humanos;
  • Combater a cultura do estupro no transporte, ruas e locais de trabalho;
  • Creche em tempo integral como responsabilidade federal;
  • Combate à violência obstétrica;
  • Políticas de redução do número excessivo de cesáreas no Brasil. Chega de parto violento para vender cesárea! Parto Humanizado tem que ser direito da mulher, se ela quiser!
  • Uma política de saúde sexual e reprodutiva emancipadora: educação sexual para prevenir, anticoncepcionais para não engravidar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer.
  • Ampliação da licença-paternidade;
  • Garantia do direito à amamentação em espaços públicos e de trabalho;
  • Reivindicar o direito à educação integral para as crianças é fundamental para garantir que muitas mulheres mães possam trabalhar;
  • Igualdade salarial entre homens e mulheres. Lutar para que nenhuma de nós ganhe menos que os homens ao ocupar o mesmo cargo.
    Uma mulher negra graduada no Brasil recebe 43% do salário de homem branco e trabalha, pelo menos, 8 horas por semana a mais do que os homens para realizar os trabalhos domésticos;
  • Garantia de trabalho e direitos humanos de mulheres trans, lésbicas e bissexuais;
  • Lutar por mais atenção à saúde das mulheres negras;
  • Políticas públicas e investimentos de combate à violência. É pela vida das mulheres!

O que já fizemos – Nosso mandato feminista em defesa da vida e da luta das mulheres!

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