Uma expressiva plenária do PSOL de Porto Alegre neste sábado (30) deliberou pelo começo da construção do programa de governo para a candidatura da deputada federal Fernanda Melchionna para a prefeitura de Porto Alegre. A sigla, que insiste na unidade com partidos de esquerda a partir da realização de prévias, até o momento não recebeu retorno das siglas sondadas, PT e PC do B. Nas falas, diversos líderes partidários e militantes de diferentes correntes reivindicaram que o partido assuma a elaboração imediata do programa de governo para a candidatura de Melchionna. “Nós estamos em um processo de construção e afirmação do nosso partido, e as eleições municipais são parte fundamental”, frisou a deputada estadual Luciana Genro.

Para a deputada Fernanda Melchionna, ainda há espaço para insistir na unidade, mas reforçou que o PSOL não pode simplesmente aderir à composição PT- PC do B. “Fizemos todos esforços pela unidade, mas não aceitamos mero adesismo. No último período fomos oposição a estes partidos, logo precisamos que a unidade seja construída, não imposta”.

Representantes de servidores públicos estaduais e municipários endossaram a linha de insistir nas prévias, mas já armar a militância e o programa de governo para a candidatura própria do PSOL “ela é o nome dos municipários para a prefeitura”, disse João Ezequiel, do Simpa.

Nas próximas semanas será criado o grupo de trabalho para começar a discussão e montagem do programa de governo da candidatura do PSOL.

O presidente do PSOL de Porto Alegre, vereador Roberto Robaina assegurou que o partido ainda não desistiu das prévias, mas precisa trilhar seu caminho. “Fazia tempo que não tínhamos tanta unidade no partido. Temos agora que desdobrar essa energia em iniciativa política”, concluiu. 

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