Apesar de serem maioria da população, as mulheres são minoria quando se fala em direitos sociais e representação na política. Ainda temos muito o que lutar para romper a desigualdade de gênero que é calcada em uma cultura machista e patriarcal, na qual a discriminação é um dos pilares para a nossa superexploração e subrepresentação nos espaços de poder.

As mulheres recebem em média 30% do salário dos homens para realizar o mesmo trabalho, são apenas 15% da Câmara dos Deputados e sofrem com a violência doméstica em um país que a cada 15 minutos uma mulher é agredida. São elas também que sofrem com até tripla jornada de trabalho uma vez que os afazeres domésticos ainda são vistos como femininos, são as maiores vítimas de estupro em um país com altíssimos índices de crimes sexuais e ainda lutam para garantir vagas para os filhos em creches.

No entanto, desde 2011, com a entrada a nova onda do movimento feminista no mundo contra o ajuste fiscal e à retirada de direitos, muitas de nós têm sido protagonistas, ocupando ruas e praças por #NenhumDireitoAmenos. A campanha #NiUnaMEnos na Argentina contra o feminicídio, a luta enorme contra os retrocessos da lei do aborto na Polônia, a Greve Internacional de Mulheres de 2017 nos EUA, as fortes mobilizações democráticas do #EleNão contra o governo Bolsonaro e contra a cultura do estupro no Brasil são alguns exemplos desse ascenso. É nosso papel, como disse Angela Davis, fortalecer a construção de um feminismo internacional, antirracista, classista, transexual, transversal, interseccional. Afinal, se o Capitalismo e os ataques aos nossos direitos é mundial, a resposta das mulheres à crise social, política e econômica também precisa ser internacional!

Honraremos também a luta daquelas que morreram lutando por justiça social e pelo nosso povo. Marielle Franco, grande ativista social, lutadora dos direitos humanos e brutalmente assassinada, era uma de nós. E até hoje sua morte segue sem respostas. Por ela e por tantas outras que estiveram no combate antes de nós, seguiremos fortalecendo a máxima que a luta das mulheres muda o mundo e os rumos da nossa própria história. Por nenhuma a menos!

Nossas bandeiras

  • Luta por igualdade salarial entre homens e mulheres.Fernanda é autora do projeto que cria o Programa Nacional de Igualdade de Gênero nas Relações Salariais de Trabalho e do Selo Empresa Machista, em tramitação na Câmara dos Deputados;
  • Derrotar a Reforma da Previdência! As mulheres não podem demorar mais tempo para se aposentar, sendo que já sofrem com a tripla jornada de trabalho;
  • Enfrentamento à cultura machista que faz com que as mulheres, maioria na sociedade, ainda ocupem menos de 10% dos espaços de poder, e sejam cotidianamente vítimas da violência de gênero;
  • Luta pela revogação das reformas antipovo do ilegítimo do Temer, como a Reforma Trabalhista, oferta às mulheres trabalhos mais precários e com salários mais baixos, prejudicando principalmente as negras. A flexibilização da lei para gestantes, que agora podem trabalhar em locais insalubres, é mais um indício desse retrocesso!
  • Luta para derrotar a Reforma da Previdência! As mulheres não podem demorar mais tempo para se aposentar, sendo que já sofrem com a tripla jornada de trabalho;
  • Luta pela aplicação integral da Lei Maria da Penha;
  • Pressão pela geração de dados públicos sobre violências contra as mulheres;
  • Descriminalização do aborto. Somos defensoras da ação do PSOL ao Supremo Tribunal Federal que propôs a descriminalização do aborto até 12ª semana no Brasil. Em um país em que o aborto é a 4ª causa da morte materna, é preciso encará-lo como uma questão de saúde pública e em defesa da vida das mulheres. O aborto ilegal e clandestino mata as brasileiras todos os dias, principalmente as negras, pobres e da periferia – que o realizam de forma precária e insegura e acabam perdendo a vida. As que têm dinheiro fazem em clínicas particulares com segurança. Descriminalizar o aborto não significa obrigar ninguém a abortar, e sim zelar pela saúde pública e garantir o direito ao próprio corpo das nossas mulheres!
  • Fortalecimento do Disque 180 e demais mecanismos de denúncia de violências contra as mulheres e violações de direitos humanos;
  • Combater a cultura do estupro no transporte, ruas e locais de trabalho;
  • Luta pela garantia de creche em tempo integral como responsabilidade federal;
  • Combate à violência obstétrica;
  • Implementação de políticas de redução do número excessivo de cesáreas no Brasil. Chega de parto violento para vender cesárea! Parto Humanizado tem que ser direito da mulher, se ela quiser!
  • Luta por uma política de saúde sexual e reprodutiva emancipadora: educação sexual para prevenir, anticoncepcionais para não engravidar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer.
  • Luta pela ampliação da licença-paternidade;
  • Garantia do direito à amamentação em espaços públicos e de trabalho;
  • Reivindicar o direito à educação integral para as crianças é fundamental para garantir que muitas mulheres mães possam trabalhar;
  • Garantia de trabalho e direitos humanos de mulheres trans, lésbicas e bissexuais;
  • Lutar por mais atenção à saúde das mulheres negras;
  • Políticas públicas e investimentos de combate à violência. É pela vida das mulheres!

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