Afirmações de cunho machista e preconceituoso são comuns ao deputado

Cinco partidos da Câmara, PSOL, PSB, PDT, PT e PCdoB, protocolaram uma representação no Conselho de Ética contra o deputado Eduardo Bolsonaro por atitudes misóginas nas redes sociais contra parlamentares mulheres da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Os fatos aconteceram na reunião da CCJ do dia 8 de abril, quando o bolsonarista Éder Mauro disparou uma série de inverdades, atacando os partidos de oposição e, principalmente, as deputadas. Enquanto acontecia a reunião, Eduardo Bolsonaro escreveu em suas redes sociais, em tom preconceituoso e misógino, que a CCJ não era, mas parecia “a gaiola das loucas” devido a presença de “pessoas portadoras de vagina”.

“Tais fatos misóginos e desrespeitosos para com as mulheres parlamentares ganhou repercussão nacional e não pode ficar sem uma resposta enérgica desse parlamento, sob pena de se associarem ao desrespeito às mulheres de forma institucionalizada na Câmara dos Deputados”, destacam os partidos na representação.

Para a deputada Fernanda Melchionna (RS), membra da CCJ, as falas machistas de Bolsonaro tentam reduzir as mulheres, num discurso periódico da extrema direita que significam, na verdade, uma demonstração de fraqueza diante do desgaste do governo. “Se ele acha que o comportamento truculento nos assusta, está enganado. Machistas não passarão!, afirmou Fernanda.

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