A luta não pode parar!
“O mar da história está agitado”, e não por acidente: a extrema direita cresceu e está alimentando o medo, a mentira, o ressentimento e a brutalização da vida cotidiana, tentando transformar a política em ódio organizado.
Neste cenário, o Congresso Nacional não pode ser uma ferramenta dos inimigos do povo. Derrotar esse projeto é tarefa urgente de quem acredita na democracia real, com justiça socioambiental e dignidade humana. Fernanda Melchionna esteve presente nesta trincheira antes mesmo de ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ela estava nas ruas, nos movimentos sociais e na luta militante porque nunca separou mandato de mobilização. Socialista, feminista, bibliotecária, mãe, vereadora por dez anos em Porto Alegre e, hoje, deputada federal em sua segunda legislatura, Fernanda define seu trabalho como “mandato coletivo”, porque sabe que a voz que ecoa no Congresso precisa ser sustentada pelas vozes das ruas e das lutas.
Neste momento em que forças reacionárias disputam o senso comum, as mulheres estão entre as principais vítimas, mas também entre as principais adversárias desse projeto conservador. São mães esmagadas pela dupla e tripla jornada de trabalho, mulheres que seguem ganhando menos que os homens, que são violentadas num país em que o feminicídio e a violência de gênero persistem como chaga aberta. Mas são também feministas que, ao reconhecerem a injustiça, transformam indignação em organização e coragem em luta.
É por isso que a atuação de Fernanda nesse terreno é tão decisiva. Fernanda é coautora da Lei Mari Ferrer, autora de propostas contra a violência obstétrica, pela revogação da Lei de Alienação Parental, pela criminalização da violência vicária, pela ampliação da proteção às vítimas de crimes sexuais, pelo abrigo para mulheres em situação de violência e por salários iguais. É também autora da Lei das Tornozeleiras, que determina o monitoramento eletrônico de agressores domésticos; da emenda que criou o duplo auxílio emergencial para mulheres chefes de família durante a pandemia; coordenadora da Comissão Externa que investigou e deu voz às mulheres vítimas de violência no RS.
Mas nenhuma liberdade é inteira se não for compartilhada. A luta feminista se encontra com a batalha histórica da classe trabalhadora contra a exploração. Fernanda expressa essa interseccionalidade não apenas no discurso, mas na ação, com propostas que combatem o racismo, a LGBTfobia, com a defesa dos entregadores por aplicativos, na crítica dura ao arcabouço fiscal, na defesa da educação e dos profissionais da saúde. Na luta pelo fim da escala 6×1, sua presença e sua denúncia das manobras da extrema direita para impedir o avanço da pauta mostram que defender mulheres, negros, negras, pessoas LGBTQIA+ e trabalhadores não são agendas separadas, mas faces da mesma rebeldia contra um sistema que naturaliza humilhação, desigualdade e cansaço.
Enfrentar esse sistema coletivamente passa por investir na formação de cidadania e emancipação do povo. Nesse sentido, ler é também um ato de liberdade. Fernanda defende o acesso ao livro, às artes, à cultura e à leitura como direitos fundamentais, indissociáveis para a autonomia de qualquer pessoa.
No Rio Grande do Sul, quando as enchentes de 2024 transformaram cidades em escombro e lama, Fernanda estava lá: antes, denunciando o negacionismo climático; e depois, pressionando por respostas à altura da tragédia e acompanhando de perto as comunidades atingidas. Essa tragédia também escancarou a necessidade de fortalecer o aparato do serviço público. É por isso que Fernanda, além de ser uma defensora dos servidores, foi a única parlamentar a destinar emendas para a Defesa Civil do RS antes da enchente.
Fernanda faz uma política de baixo para cima, que abre caminho para que o povo fale, decida, participe e se reencontre. Nossa mobilização precisa ocupar todos os espaços, precisa ocupar as redes sem abandonar as ruas; precisa ser ideia, compromisso e, sobretudo, reencontro. Um reencontro com nós mesmos e com quem ainda precisamos alcançar e escutar para refazer os laços de solidariedade que o neoliberalismo corroeu e que o bolsonarismo quer destruir. Urge a necessidade de organização. Por isso, é hora de reunir voluntários e voluntárias, criar espaços de diálogo, escutar de verdade e agir, com a certeza de que este movimento nasceu para lutar e tem vocação para vencer. Nossa luta é o compromisso permanente de construir um Brasil no qual quem trabalha, vive e produz possa, de fato, decidir. O problema é deles. A vitória é nossa. Fernanda Federal de novo.

