Preso ontem em “flagrante delito”, o deputado Daniel Silveira também vai enfrentar um pedido de cassação feito pela bancada do PSOL e partidos de oposição por ter feito ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Estado Democrático de Direito. De acordo com a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que ordenou a prisão do parlamentar, o crime é inafiançável.

“O STF determinou a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira pelo vídeo atacando ministros. Ele também é conhecido por quebrar a placa em homenagem à Marielle, investigado por fake news e organização de atos antidemocráticos. Importante decisão! Lutaremos na Câmara para que ele siga prisão e também pela cassação do seu mandato”, aponta Fernanda.

No vídeo publicado no dia 15, Silveira faz afirmações violentas e de evidente incitação, como “Por várias e várias vezes já te imaginei (Fachin) levando uma surra. Quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa corte aí (STF). Quantas vezes eu imaginei você, na rua levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não, só imaginei”.

Na representação, apresentada nessa manhã ao Conselho de Ética, destaca-se que “o Representado extrapola de sua imunidade (parlamentar), rompe criminosamente os deveres de que seu mandato impõe e ofende, também de maneira criminosa, o Supremo Tribunal Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e a própria democracia brasileira, estimulando a violência e fazendo apologia ao golpe militar”.

Além do PSOL, assinam a representação por quebra de decoro parlamentar o PT, PSB, PCdoB, REDE Sustentabilidade e PDT.

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