A líder do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (RS), está concorrendo ao Prêmio Congresso em Foco nas categorias geral e referente a defesa de temas ligados ao clima e sustentabilidade. Na última edição, ela foi escolhida como uma das 20 melhores deputadas pela votação popular.

“Entendo a indicação para essa categoria como o reconhecimento do trabalho do nosso mandato na Câmara, principalmente denunciando a atuação desastrosa e criminosa do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por meio de um pedido de impeachment dele, e o questionando na Comissão do Meio Ambiente e nas diversas audiências públicas que tivemos sobre o tema, além do trabalho na relatoria da Proposta de Fiscalização e Controle que fiz sobre as queimadas na Amazônia. Esse reconhecimento torna a nossa luta mais potente e visível”, afirma Fernanda.

Apenas oito nomes do Rio Grande do Sul, entre deputados e senadores, fazem parte dos pré-selecionados para concorrer nessa categoria. As votações começam na sexta-feira (17) e vão até o dia 31 de julho. O Prêmio Congresso em Foco é o mais reconhecido pela classe política e pela imprensa ao analisar a atuação dos parlamentares.

MEIO AMBIENTE COMO PRIORIDADE
A luta em defesa do Meio Ambiente foi uma prioridade do primeiro ano e meio de mandato de Fernanda Melchionna. Entre as principais ações estão o pedido de impeachment de Salles apresentado com partidos da oposição à PGR, a atuação constante na Comissão do Meio Ambiente da Câmara, a relatoria da Proposta de Fiscalização e Controle do desmatamento da Amazônia e de outros biomas, o pedido na Comissão de Meio Ambiente para que fosse realizada uma missão de urgência da ONU ao Brasil para denunciar internacionalmente o desmatamento e uma audiência pública para debater a censura de Bolsonaro a dados do Meio Ambiente no Inpe.

No campo jurídico, o mandato fez um pedido ao MPF para recondução dos coordenadores de fiscalização exonerados do Ibama, realizou audiências para defender no STF a ADI 5553 do PSOL, que trata da isenção de impostos para a indústria de agrotóxicos, que o partido julga inconstitucional, entrou com ação na Justiça para garantir transparência de dados do Inpe e também contra a liberação automática de agrotóxicos, que foi acatado pelo STF, em ação do partido.

Localmente, o mandato apoiou a luta da comunidade Mbya-Guarani da Ponta do Arado de Porto Alegre, que corria risco de ser expulsa de suas terras, e realizou diversas audiências públicas públicas na Região Metropolitana sobre a megamineração no Rio Grande do Sul, além de se articular frequentemente com o movimento ambientalista para potencializar dar visibilidade às pautas prioritárias.

No total, Fernanda apresentou 53 projetos de lei durante um ano e meio do seu primeiro mandato, aprovando três projetos de lei de sua autoria.

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