Ativistas internacionais e Articulação Internacional de Atingidas e Atingidos pela Vale protestaram em frente à sede da Vale na Suíça exigindo justiça pela violação aos direitos humanos

A Articulação Internacional dos atingidos e atingidas pela Vale estão percorrendo diversos países da Europa para denunciar os crimes ambientais praticados pela empresa em Mariana e Brumadinho e cobrar justiça, reparação integral e garantias de não repetição dos crimes.  A Deputada Fernanda Melchionna (PSOL/RS) participou do debate junto aos movimentos em Genebra e também denunciou a impunidade até hoje por parte da Vale, colocando a urgência da aprovação de um Tratado Vinculante que acabe com o que classificou de ‘arquitetura da impunidade’ que beneficia as empresas transnacionais.  “Todos sabem das consequências nefastas do crime praticado pela Vale.O ecossistema local foi devastado, centenas de mortes foram causadas e culturas foram prejudicadas . A Vale é um dos exemplos globais de empresas multinacionais que montam sua sede na Suíça para se beneficiar de privilégios fiscais e depois ficam impunes diante de catástrofes ecológicas geradas por suas próprias atividades mineradoras. Por isso é preciso lutar por um Tratado Vinculante que acabe com a impunidade e desmantele o poder corporativo das multinacionais”. 

O debate contou com a participação  de Carolina de Moura Campos, membro do movimento Atingidos pela Vale e Franziska Meinherz, da Greve do Clima. Os ativistas também realizaram um protesto em frente à sede da empresa em Saint Prex, na Suíça, para denunciar a Vale, cobrar respostas do governo e alertar para a impunidade na resposta diante das mortes de Mariana e Brumadinho. Melchionna está em Genebra a convite da Semana de Mobilização dos Povos durante a 5ª sessão do Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

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