Nos dias 2 e 3 de outubro, estudantes, professores, técnicos-administrativos preparam uma greve geral de 48h, assinada por diversas entidades nacionais, em todo o Brasil. Entre as principais pautas estão a luta pela reversão do corte total que está afetando as universidades e IFs e rejeição ao programa Future-se que abre portas para a cobrança de mensalidades e contratação de professores sem concurso público.

Confira a carta assinada por diversas entidades estudantis que convocam para a greve geral do #OutubroDaEducação.

“Estamos a poucos dias de um novo dia nacional de mobilizações nas universidades do país. As greves, paralisações e mobilizações de 48h para os dias 2 e 3 de outubro foram aprovadas em unidade pelas entidades da educação, sob dois eixos principais: exigir a reversão completa dos cortes que estão afetando duramente o dia-a-dia das universidades federais e IF’s, e rejeitar o projeto Future-se como solução para a crise imposta à educação. Somos o setor que mais conseguiu acumular em mobilização e organização desde o inicío deste governo, que possui a frente do Ministério da Educação um ministro anti-educação.

Nestas últimas semanas de retomada de assembleias nas universidades, após o Tsunami que construimos no mês de maio, ficou evidente que existe uma grande desigualdade de mobilização em cada lugar do país. O ponto mais avançado está em Santa Catarina, onde os estudantes da UFSC constrõem uma greve desde a base dos cursos, com assembleias de mais de 1.500 pessoas. Este processo ainda não está nacionalizado e por isso precisamos seguir construindo ações comuns entre as universidades mais e as menos mobilizadas, sendo o 2 e 3 um ponto de encontro fundamental.

  1. Seguir a luta da educação! Queremos a reversão de toda a verba que foi cortada do Ministério da Educação e de todas as bolsas de pesquisa! Rejeitamos o projeto Future-se que quer destruir o que conhecemos como universidade pública! Pelo fim da censura, das intervenções e das perseguições.
  2. Nossa vitória só será, se estivermos aliados com os professores, técnicos e terceirizados. Além das demissões de terceirizados que se aceleram nas universidades, Weintraub prepara agora um ataque direto aos professores, de cassação e desmonte dos direitos.
  3. Precisamos fazer da luta da educação, uma luta de maioria social. A guerra ideológica contra nossas universidades, coloca como urgente o diálogo direto com o nosso povo, para resgatar os laços da universidade com sua função social. Demonstrando o papel estratégico que cumprimos frente ao desenvolvimento do país, devemos seguir construindo maioria social.
  4. Em defesa de nossa soberania, somos contra as privatizações, as demissão de trabalhadores e a entrega de nosso patrimônio. Nesses 2 e 3, também sairemos às ruas pela Petrobrás, pela EMBRAER, e contra o desmonte da previdência.
  5. Estamos com as lutas de nosso povo! Os estudantes que estão defendendo suas universidades e escolas públicas, também são parte da luta contra a destruição da Amazônia e contra o genocídio do povo negro. De Greta a Agatha, estão roubando nosso futuro e unificar nossas lutas é a única forma de darmos uma resposta a altura.”

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