Os parlamentares do PSOL enviaram uma carta ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, apelando para que o chefe da entidade desconsidere as informações apresentadas pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira (22). Além do PSOL, entidades da sociedade civil e indígenas tomaram a palavra em reuniões das Nações Unidas para contestar a fala do presidente brasileiro.

Em seu discurso, Bolsonaro acusou os indígenas de serem responsáveis pelos incêndios, divulgou desinformação sobre a situação ambiental, omitiu a dimensão da crise da pandemia e não tocou na questão de direitos humanos.

“O presidente brasileiro tentou usar a Assembleia Geral para promover a ideia de uma teoria de conspiração sobre incêndios na Amazônia e no Pantanal, e para atacar povos indígenas, movimentos sociais e ONGs”, escreveram os parlamentares do PSOL na carta.

“O Brasil violou sistematicamente suas obrigações ambientais e de direitos humanos internacionais, ignorando várias disposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e violando o Acordo de Paris, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática e a Convenção sobre Diversidade Biológica. Os incêndios no Pantanal são ainda um novo capítulo grave de um conto severo e contínuo de destruição e desmatamento”, alertaram.

Diante da situação, o grupo pede que a Assembleia Geral “desconsidere as falsas informações de Bolsonaro e que aprove uma resolução sobre a crise ambiental urgente no Brasil, em especial em relação aos incêndios em andamento no Pantanal”.

Eles também pedem que Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e seus Relatores Especiais considerem a situação como uma emergência e que missões ao Brasil sejam solicitadas “a fim de avaliar a situação no terreno e reunir-se com as comunidades afetadas”.

“Mais do que mentir para toda a comunidade internacional, Bolsonaro tenta desesperadamente esconder sua própria responsabilidade sobre a devastação ambiental no Brasil. Seu governo vem promovendo um alarmante desmantelamento do sistema de proteção ambiental no país, agindo com extrema negligência com relação às tragédias ambientais”, escreveram os deputados do PSOL.

“O governo brasileiro tem reduzido drasticamente o orçamento para as políticas ambientais, e promove abertamente o relaxamento das inspeções e incentiva a impunidade para crimes ambientais. Enquanto isso, Bolsonaro e outros funcionários do governo atacam abertamente movimentos sociais e organizações não governamentais”, destacam.

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