A bancada do PSOL na Câmara protocolou nesta sexta à tarde (18.09) um Requerimento de Convocação exigindo o comparecimento do chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, para que esclareça as acusações intimidatórias e falsas envolvendo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), suas lideranças e o próprio PSOL.

As mensagens foram publicadas nas redes sociais do ministro, que acusa a APIB de estar por trás de “campanhas internacionais de boicote a produtos brasileiros”, associando-se a diversos outros sites em crime de lesa pátria. As declarações são mentirosas e mencionam nominalmente Sônia Guajajara, uma das principais lideranças indígenas no Brasil e no mundo, reconhecida pela luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, expressamente negligenciados pelo governo Bolsonaro.

“Sônia Guajajara é uma liderança indígena e ambientalista imprescindível. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente. O PSOL tem muito orgulho de tê-la como filiada, bem como de não poupar esforços na luta ambiental. A postura do governo Bolsonaro não é somente de conivência com as queimadas e o desmatamento, é de estímulo, haja vista a perseguição aos ativistas e o desmonte dos órgãos ambientais. Ele é que mancha a imagem do nosso país, destruindo nossas florestas e os povos indígenas. O ministro Augusto Heleno deve vir ao Congresso prestar contas à sociedade brasileira pelas mentiras sobre Sonia e o PSOL, assim como sobre os crimes ambientais do governo que compõe”, afirma a líder do PSOL na Câmara, deputada Sâmia Bomfim (SP).

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os incêndios aumentaram mais de 220% só neste ano. Dentre os danos praticamente irreparáveis e que precisam ser imediatamente estancado, a bancada cita o incêndio que atingiu o Parque Estadual Encontro das Águas, localizado na região de Porto Jofre, na cidade de Poconé (distante 102 km de Cuiabá), e que atingiu 73% da área. Segundo o Instituto Centro Vida (ICV), os incêndios destruíram uma área de 92 mil hectares do parque, que tem 108 mil hectares.

Apesar dos desastres ambientais mencionados, em 2020, ano com recordes de queimadas, o Ibama executou apenas 55% dos já escassos recursos reservados para prevenção e combate a queimadas. De acordo com respostas enviadas a Requerimento de Informação da bancada do PSOL na Câmara, dos R$ 17,3 milhões empenhados, foram efetivamente pagos R$ 9,6 milhões em 2020. Em 2019, o orçamento para esse programa era quase duas vezes maior: R$ 34,1 milhões. Um imenso descaso traduzido em números claros que o próprio governo admite.

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