Todo apoio à luta pela manutenção da EPS no Hospital de Clínicas!

No início da manhã de quarta-feira (20) fomos recebidos pela diretora da Escola Estadual Profissional em Saúde do Hospital de Clínicas de POA (EPS), Rita Mombelli, e professores, Adriano, Lucia e Ana, que nos informaram que, infelizmente o governador Sartori, através da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), propôs, de forma unilateral e sem consulta ao Conselho Escolar da escola, dos professores, alunos e da sociedade em geral, a transferência da escola para uma área da Escola Estadual Júlio de Castilhos, que não possui condições para a instalação das estruturas necessárias.

A EPS é responsável pela formação de 200 profissionais técnicos por semestre, sendo a referência de qualidade na formação, principalmente em Radiologia, sendo a única pública para formação de Técnicos em Radiologia no estado do Rio Grande do Sul.

“Solidarizamo-nos de prontidão com a comunidade escolar quando fomos comunicados de que o governo do Estado queria transferir a EPS para a já tão sucateada estrutura da E.E. Júlio de Castilhos. Essa é uma forma de fechar, na prática, a escola que cumpre um papel social tão importante para a comunidade, por atender crianças em idade escolar que estão internadas no HCPA e de profissionalização de jovens da periferia. Infelizmente a lógica desses governos neoliberais é de desmontar a educação pública.”, disse a vereadora Fernanda Melchionna.

Na tarde, em plenário, apresentamos uma moção de solidariedade, em conjunto com a bancada do PSOL, à permanência da EPS no HCPA e nos colocamos o nosso mandato à disposição dessa luta.

De acordo com os profissionais que trabalham na EPS, hoje estão matriculados 1.200 alunos, em quatro cursos (Técnico em Radiologia, Técnico em Nutrição e Dietética, Técnico de Gerência em Saúde e Técnico em Análises Clínicas), divididos cada um em quatro semestres, nos três turnos: manhã, tarde e noite. A EPS está situada nos fundos do Hospital de Clínicas desde 1989, onde o terreno foi cedido pelo Hospital há 30 anos quando a escola passou a atender crianças em idade escolar que estavam internadas, como faz até hoje.